A partir desta sexta-feira (27), os motoristas que trafegam pelos 475 quilômetros da BR 101 no Espírito Santo passaram a pagar mais caro pelo pedágio à concessionária Ecovias Capixaba.
Na véspera do reajuste, o presidente da Comissão de Fiscalização das BRs-101 e 262 na Assembleia Legislativa, deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), criticou o aumento das tarifas em praças que não receberão investimentos relevantes nos próximos anos.
“Sou totalmente contrário ao reajuste nos trechos em que não haverá duplicação. É injusto aumentar o valor para quem não terá obras. O Norte do Espírito Santo já foi duplamente penalizado: ficou sem duplicação e ainda paga o pedágio mais caro do Estado”, afirmou o deputado.
Segundo Gandini, o motorista de carro de passeio que passar pelas praças de Pedro Canário e São Mateus passará a pagar R$ 5,20 e R$ 6,80, respectivamente.
O reajuste médio anunciado pela Ecovias é de 15,06%. Em alguns casos, porém, o aumento supera 50%, dependendo da categoria do veículo e da praça de pedágio. Com a atualização, as tarifas passam a variar entre R$ 3 e R$ 54,40. As motocicletas seguem isentas nas sete praças de pedágio do Espírito Santo.
Apesar das críticas, Gandini reconheceu mudanças na postura da concessionária em relação ao contrato anterior.

“Nos primeiros anos do contrato passado foi péssimo. As obras não saíram do papel. Mas neste início do novo contrato tenho percebido uma postura diferente da concessionária”, avaliou.
Ele lembrou que nesta semana foram entregues cinco quilômetros duplicados na Serra e assinada a ordem de serviço para a duplicação entre Serra e Fundão, incluindo os contornos de Fundão e Ibiraçu.
Para o parlamentar, a sociedade precisa acompanhar de perto a execução do contrato. “A Comissão vai fiscalizar passo a passo. O novo contrato prevê reajuste condicionado à entrega de obras e ao cumprimento do cronograma”, explicou.
Gandini voltou a destacar que o trecho Norte da BR-101 segue prejudicado. “Por isso reforcei o pedido para antecipar as obras previstas para essa região. Parte da duplicação foi retirada do contrato. É preciso equilíbrio. Tivemos acidentes neste verão em Jaguaré e São Mateus, inclusive com perda de vidas”, concluiu.




































































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