Há três dias da posse do novo presidente da República, o dirigente de uma importante entidade representativa do agronegócio no Norte do Estado disse não acreditar em reviravolta no resultado do pleito eleitoral que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva para governar o Brasil pelos próximos quatro anos.
“As manifestações (que ocorrem pelo país contestando a lisura das eleições) são legítimas, mas refletem o desejo da parte da população que votou no atual presidente Jair Bolsonaro. A outra metade pensa diferente, uma vez que temos hoje uma nação dividida, com praticamente 50% de cada lado”, opinou Antonio Roberte Bourguignon, presidente do Sindicato Rural de Linhares.
“O meu entendimento é de que não poderia ter sido candidato, pelo fato de ter sido condenado e preso por crimes de corrupção, mas, a partir do momento que foi permitido a ele (Lula) disputar e vencer as eleições, a vontade popular da maioria precisa ser respeitada, até para que se garanta a estabilidade do país”, completou Bourguignon.
Contudo, Antonio Roberte não esconde que o segmento do agronegócio vê com preocupação a provável nova gestão do presidente eleito Lula. “O sistema não ficou satisfeito com as declarações dele de que o agro seria facista. Nós temos no Brasil uma produção ambientalmente e socialmente sustentável e abastecemos com alimentos 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro, o que representa cerca de ¼ da população mundial”, justificou.
Plano municipal
No plano municipal, o presidente do Sindicato Rural de Linhares elogiou o prefeito Bruno Marianelli, que assumiu o cargo neste ano em substituição a Guerino Zanon, que renunciou para disputar a eleição para o Governo do Estado. “O município está no caminho certo. O Bruno reúne qualificações e experiência suficientes para fazer uma gestão de excelência, uma vez que participou diretamente do ciclo de desenvolvimento de Linhares nos últimos 25 anos”, avaliou Antonio Roberte.
Produtor rural e piscicultor no município, Bourguignon também está otimista quanto à nova gestão estadual na pasta da Agricultura, que, segundo ele, tende a melhorar em relação aos últimos quatro anos, sobretudo pela participação já anunciada do vice-governador eleito Ricardo Ferraço no setor. O engenheiro agrônomo Ênio Bergoli deve voltar a ocupar a Secretaria de Estado da Agricultura a partir de 2023.




































































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