O brutal assassinato do vereador Leomar Cazoti Mandato, morto a tiros durante um evento político no interior de Governador Lindenberg, no Noroeste do Espírito Santo, completou um ano no sábado, dia 30 de agosto último.
Na mesma data, a Prefeitura do município, que, segundo investigações da Polícia Civil, estaria diretamente relacionada à motivação do crime, promoveu o 1º Festival de Forró de Governador Lindenberg, com entrada gratuita, diversas atrações musicais.
A Câmara Municipal de Vereadores apoiou a realização do evento, que teve três dias de duração – começou na sexta-feira (29), prosseguiu no sábado (30) e terminou no domingo (31). Segundo dados obtidos no Portal da Transparência, a festa organizada pela administração municipal custou R$ 481.495,00 aos cofres públicos, valor que inclui serviços de sonorização, iluminação, montagem de palco, segurança, organização, locação de banheiros químicos e pagamento de cachês aos artistas contratados.

A escolha da data para a realização do festival gerou revolta entre os moradores, que seguem cobrando justiça pelo assassinato do parlamentar. Para parte da população, a Prefeitura demonstrou falta de sensibilidade e respeito, ao não evitar que o evento ocorresse justamente no aniversário da morte de Leomar Mandato.
“Gastaram dinheiro público para ‘comemorar’ a execução do Leomar”, desabafou um morador, indignado.
O vereador, de 43 anos, foi executado a tiros por dois homens em uma motocicleta, durante uma reunião política na comunidade de Fazenda Bernabé, na noite de 30 de agosto de 2024, em plena campanha eleitoral. O crime causou comoçãoe teve ampla repercussão no Estado.

As investigações da Polícia Civil resultaram no indiciamento de mais de 10 pessoas por envolvimento no assassinato. Alguns dos suspeitos estão presos preventivamente. Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme Eugênio Rodrigues, a motivação do crime estaria ligada a um contrato de prestação de serviços de solda mantido pela Prefeitura de Governador Lindenberg com uma empresa local. Leomar havia denunciado possíveis irregularidades e superfaturamento no contrato, e levou o caso à imprensa e ao Ministério Público Estadual (MPES).






































































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