Uma “manifestação pacífica e ordeira”, como descreveram os próprios participantes, foi realizada por pequenos comerciantes, trabalhadores informais e representantes de outros segmentos da sociedade de Sooretama, no final da tarde e início da noite desta sexta-feira (19). Eles protestaram contra a quarentena de 14 dias imposta pelo Governo do Estado, que os obriga a fechar as portas de seus estabelecimentos durante o período.
Portando cartazes com frases questionando o fechamento parcial do comércio, os manifestantes ocuparam a BR 101, no trecho próximo à entrada da Avenida Vista Alegre, no centro da cidade. O trânsito na rodovia chegou a ficar interditado.
Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o grupo reclama que “somente os pequenos comerciantes estão sendo penalizados com as medidas restritivas para impedir o avanço da Covid-19 no Estado. “As grandes empresas estão todas operando normalmente e nós estamos aqui nessa situação”, desabafou Leonardo Bichi, proprietário do bar, lanchonete e pizzaria Hora Extra.
A empresária Edna Silva Lima Amaro, proprietária da Alecrim Store, uma pequena loja de roupas e acessórios localizada no centro de Sooretama, falou em nome dos comerciantes locais: “Senhor governador, nossa categoria está indignada com o que está acontecendo. Porque só o nosso comércio é considerado não essencial? Os supermercados, além de alimentos, também vendem roupas e outros artigos que nós comercializamos em nossas lojas. Como nós estamos fechados, as pessoas acabam fazendo suas compras lá. Por que eles têm direito de funcionar e nós não temos? Nós entendemos que todo comércio, todo trabalho honesto é essencial, pois é dele que mantemos o nosso sustento e a nossa dignidade. Pedimos que o senhor reveja isso. Nós só queremos o direito de trabalhar”, apelou ela.
Mesmo não sendo comerciante, o advogado Willian Bassani se solidarizou com o drama dos pequenos comerciantes sooretamenses e também participou do movimento. “A categoria pede socorro e compreensão, tanto do governo estadual quanto do municipal. Precisamos de uma solução, de um plano de contingência emergencial que permita a essas pessoas o direito de trabalhar e que possa manter vivo o comércio e a economia local. O comércio e a sociedade civil organizada de um modo geral precisam que o governador, o prefeito e a Câmara de Vereadores estendam as mãos e sejam sensíveis às dificuldades de todos nesse momento”, defendeu Dr. Willian.





































































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