A Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu-ES) respondeu nesta quinta-feira (30) à reportagem do Jornal Norte Capixaba sobre o afastamento da diretora Laísa Cominotti, da Escola Estadual de Ensino Fundamental José de Caldas Brito (Poli II), no bairro Araçá, em Linhares, mas evitou comentar os manifestos que pedem sua reintegração ao cargo.
Os protestos em defesa da diretora afastada continuaram pelo quarto dia consecutivo. Pais e alunos voltaram a se reunir em frente à unidade escolar, nos turnos da manhã e da tarde, com faixas, cartazes e palavras de ordem.
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A demanda havia sido encaminhada na quarta-feira (29) ao superintendente regional de Educação, André Felipe Costa. Em resposta, a Sedu não abordou diretamente os questionamentos feitos pela reportagem e se limitou a encaminhar uma nota oficial sobre o caso.
No posicionamento, a secretaria confirmou o afastamento cautelar da diretora, afirmando que a medida tem como objetivo “assegurar a adequada apuração dos fatos, preservar o ambiente escolar e evitar qualquer interferência no processo, garantindo a condução técnica e isenta das investigações”.
Segundo a Sedu, o caso — que envolve a denúncia da existência de câmeras nos banheiros masculino e feminino da escola — está em apuração por meio de procedimento preliminar investigativo, podendo evoluir para processo administrativo disciplinar, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
A secretaria também não respondeu ao questionamento sobre a informação de que as câmeras estariam instaladas na unidade desde 2019, antes do início da gestão de Laísa Cominotti, conforme alegado pela defesa da diretora.

Sobre os manifestos organizados por pais e alunos exigindo a reintegração da gestora, a Sedu optou por não comentar, embora tenha sido questionada pela reportagem.
A nota é encerrada com a afirmação de que “todas as decisões são pautadas por critérios técnicos e legais, considerando o interesse público, o compromisso com a transparência, a responsabilidade e a promoção de um ambiente seguro na Rede Pública de Ensino”.
A mobilização em defesa da diretora afastada também se estende às redes sociais. Um abaixo-assinado organizado por pais exigindo a reintegração da servidora ao cargo já ultrapassa 1.500 assinaturas. Os manifestantes consideram que Laísa Cominotti está sendo responsabilizada injustamente por uma situação que, segundo eles, teria origem anterior à sua gestão.




































































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