A cidade de Rio Bananal e arredores, no Norte do Estado, voltou a ficar sob intensa nuvem de fumaça entre a noite de domingo (18) e a manhã desta segunda-feira, 19 de maio, segundo inúmeros relatos e reclamações de moradores, registradas através de imagens e vídeos que circulam pelas redes sociais. A fumaça excessiva teria sido causada pela queima irregular de palha nos secadores de café instalados nas imediações do perímetro urbano.
O problema é recorrente no município durante o período de colheita do café, mas se acentuou muito neste final de semana, causando sérios transtornos ao meio ambiente, à segurança e à saúde pública da população local. Em praticamente toda a cidade, a fumaça densa impossibilitou completamente a visibilidade, comprometendo a locomoção de veículos, ciclistas e pedestres, além de aumentar a incidência de doenças respiratórias e alérgicas nas pessoas.
O vídeo a seguir, gravado por um motorista, mostra rodovia do município tomada pela fumaça, na manhã desta segunda-feira (19).
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF/ES), através da Instrução Normativa nº 6, de 22 de julho de 2008, proíbe a queima de palha em secadores de café durante a noite, no horário compreendido entre as 17 horas da tarde e as 8 horas da manhã. Em secadores localizados a menos de 100 metros de rodovias estaduais, 200 metros de rodovias federais, 300 metros de núcleos habitacionais e 500 metros da sede dos municípios, o uso da palha é proibido em qualquer horário, a menos que os equipamentos possuam sistema eficiente de controle e tratamento das emissões.
O IDAF adverte que o processo de secagem do café, se mal manejado, como vem ocorrendo em Rio Bananal, pode gerar sérios riscos ao meio ambiente e à saúde e bem estar da população.

Prefeitura não se manifesta
Questionada pela reportagem sobre o cumprimento da Instrução Normativa do IDAF no município, a Prefeitura de Rio Bananal não se manifestou até o momento. A demanda foi enviada à Assessoria de Comunicação da Administração Municipal, por e-mail, mas até a publicação da matéria não houve retorno.
A reportagem questionou se a Prefeitura tem fiscalizado ou atuado para coibir o uso irregular da palha pelos produtores rurais na secagem do café. A matéria será atualizada caso a Administração Municipal se manifeste.




































































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