Entre as várias delegações presentes na Feira Internacional de Café Conilon, que acontece em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, desde quinta-feira (27) até este sábado (29), destaque para a presença do Consulado da China no Brasil.
Na abertura oficial do evento, nesta quinta-feira (27), o prefeito Marcos Guerra e o vice-prefeito Elder Sossai recepcionaram o Cônsul-Geral Adjunto da China no Brasil, Wang Haitao, a Vice-Cônsul Wang Zhiyi, o Cônsul Comercial Jorge Zhou You e outros membros da comitiva chinesa. A articulação do encontro contou com o apoio do presidente da Câmara do Comércio Brasil-China no Espírito Santo, Carlos Eiras.
“Durante o encontro, dialogamos sobre iniciativas estratégicas para fortalecer a cadeia produtiva do café Conilon em nosso município, ampliando oportunidades de desenvolvimento e cooperação internacional”, destacou o prefeito.
O diálogo foi considerado positivo e resultou na iniciativa de Haitao de apresentar tecnologias desenvolvidas na China que podem contribuir para adequar ainda mais a produção de conilon de Jaguaré às exigências do mercado chinês, ampliando o potencial de exportação do município. O cônsul também sugeriu que a prefeitura incentive os pequenos produtores a promoverem seus cafés na internet, facilitando negociações diretas com compradores chineses. “Esse encontro é muito importante. Vocês são o maior produtor no Espírito Santo e no Brasil. Vamos nos conhecer mais e, no futuro, seremos amigos de negócios”, afirmou Haitao.

Durante a reunião, o prefeito ainda destacou as potencialidades do município no cultivo do conilon. “Jaguaré produz, atualmente, 1 milhão de sacas por ano. Esse número é significativo e nos coloca em segundo lugar no Espírito Santo. Mas o que mais nos orgulha é a origem: 90% dos produtores pertencem à agricultura familiar”, ressaltou.
O dado chamou a atenção do consulado, que vê em Jaguaré diversas possibilidades de cooperação futura — entre elas, a construção conjunta de um projeto de intercâmbio entre o município capixaba e a China.
A relação comercial entre os países já é aquecida: em agosto de 2025, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café ao país, representando uma abertura significativa do mercado chinês ao café do Brasil. Segundo dados do sistema Agrostat, em 2024 a China importou 55,94 mil toneladas de café brasileiro, gerando receita de aproximadamente US$ 216,3 milhões.





































































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