O final de semana foi de intensa movimentação política na capital do Estado, Vitória, em razão das convenções partidárias que confirmaram quatro postulantes ao Governo do Espírito Santo nas eleições de outubro próximo. São três as candidaturas de oposição à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB), entre elas uma com o DNA da região Norte capixaba, a do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PSD).
O ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos, e o ex-deputado federal Carlos Manato foram os primeiros a terem os nomes oficializados na disputa, no sábado (30), nas convenções da federação Rede-Psol e do PL, respectivamente.

Já as convenções que confirmaram as candidaturas de Renato Casagrande (à reeleição) e de Guerino Zanon, foram realizadas ambas na manhã de domingo (31), a do PSB, no Clube Álvares Cabral, e a do PSD, no Centro de Convenções de Vitória.

Com a proposta de continuidade da gestão e de manutenção de investimentos em obras públicas em todos os municípios capixabas, Casagrande reuniu o maior número de autoridades em apoio à sua candidatura, incluindo dezenas de prefeitos e vereadores, de Norte a Sul do Estado.
Guerino Zanon também reuniu na convenção um grande número de apoiadores e lideranças, entre elas representantes do segmento empresarial, mas poucos políticos com mandato, com destaque para o deputado federal Evair de Melo (PP), o deputado estadual Carlos Von (DC) e o prefeito de Linhares, Bruno Marianelli (Republicanos).
A aliança partidária em torno da candidatura à reeleição de Casagrande une forças heterogêneas, que vão do centro à esquerda, e já conta com nove siglas – PSB, PSDB, Cidadania, PT, PV, PCdoB, MDB, PDT e PP, devendo ganhar ainda, nos próximos dias, a adesão do Pros e do Podemos.
O segundo maior bloco partidário é o de Zanon, que reúne PSD, PMB, DC e se aproxima de acerto com o PSC e o Republicanos – do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, que, na semana passada, declinou de sua pré-candidatura ao Palácio Anchieta para disputar o Senado.
Com apenas dois partidos – PL e PTB, Carlos Manato se declara candidato do presidente Jair Bolsonaro no Espírito Santo, mas ganhou a concorrência de Guerino Zanon, que também reforçou o discurso de aliado do presidente, de olho na fatia do eleitorado bolsonarista, que, conforme pesquisas, é maioria no Espírito Santo. Casagrande, por outro lado, conta com o PT como aliado e já declarou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo sendo candidato a governador pela federação Rede-Psol, dois partidos reconhecidamente de esquerda, Audifax Barcelos é o único que se diz neutro em relação à eleição presidencial.
À exceção de Casagrande, que já apresentou o ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB) como candidato a vice-governador e anunciou apoio à reeleição da senadora Rose de Freitas (MDB), os demais candidatos ainda não definiram os nomes para a vice-governadoria em suas chapas, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Zanon e Audifax também faltam definir o apoio ao Senado, diferente de Manato, uma vez que a convenção do PL, seu partido, também oficializou a candidatura de Magno Malta a senador. O prazo máximo para coligações e registro de candidaturas é até o dia 15 de agosto.
Discursos
Durante a convenção que oficializou seu nome na disputa pela reeleição, Casagrande falou em “inovar nos próximos desafios”, para melhorar áreas consideradas prioritárias. Disse que quer fazer do Espírito Santo referência nacional em políticas públicas. “O melhor está por vir”, garantiu.
Em contraponto, os três candidatos de oposição mantiveram as críticas ao governador. Guerino Zanon foi o mais incisivo. Afirmou que “mesmo se gabando de ter R$ 12 bilhões para investimentos no Fundo Soberano, Casagrande deixou que um milhão de capixabas entrassem na linha da pobreza”. “Esse governo comunista é perverso e desumano. Privilegia ricos e banqueiros ao invés do povo humilde. Usa o dinheiro do Estado para barganhar apoio político”, criticou Zanon.
Mais contido, Audifax ironizou a teórica superioridade de Casagrande na disputa: “Quando os dinossauros do Palácio Anchieta saírem às ruas, eles não vão aguantar as ruas, o clamor que vem das ruas”, disse.





































































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